Luz da noite automática

Esta montagem com detector fotossensível encarrega-se, de ao cair da noite acender, automaticamente, uma lâmpada.

 

Princípio de funcionamento

 

Figura 1 - Esquema

 

Com esta montagem procurou-se realizar economias de energia. Portanto, foi eliminado um transformador de alimentação em proveito duma rectificação directa a partir da rede.

Um condensador de fraco valor desempenha o papel duma impedância que baixa a tensão sem produzir perdas. Como este tipo de montagem é geralmente alimentado permanentemente, é importante reduzir o seu consumo.

Põe-se um problema: é preciso comandar um triac, que é um componente que necessita de uma corrente importante na sua porta.

Resolvemos o problema do consumo injectando uma corrente pulsante, com uma relação cíclica bastante grande para que o valor médio da corrente seja muito fraco. Além disso, escolhemos uma tecnologia CMOS para o comando em função da luminosidade.

O detector fotoeléctrico é ligado à entrada do Schmitt trigger CMOS 4093. O potenciómetro P1 ajusta a sensibilidade da ignição.

O condensador C1 filtra os parasitas susceptíveis de perturbar o funcionamento. As outras duas portas do 4093 são montadas como gerador de impulsos negativos.

Quando a luminosidade é importante, as entradas 8 e 13 dos triggers c e d estão a zero, interditando a oscilação. A oscilação produz-se quando as entradas passam para o nível alto.

O diodo D2 introduz uma relação cíclica diferente de 1 para a colocação em paralelo da resistência R2 com R1 quando a saída das portas c e d está no nível baixo. A saída do oscilador terá, portanto, uma duração do nível alto superior à do nível baixo.

A tensão de saída é transmitida por intermédio de R3 à base de T1 que comanda directamente a corrente de porta do triac TR1. Este não tem necessidade de protecção; ele comuta a rede nas proximidades do zero enquanto que o seu corte se fará, para cada meia-alternância, quando da anulação da corrente.

O condensador C4, isolado a 400V, desempenha o papel de atenuador. Foi acompanhado por uma resistência paralela de descarga, útil nos modelos volumosos para evitar cócegas nos dedos uma vez a montagem desligada.

A energia armazenada é, neste caso, reduzida. O diodo zener limita a tensão de alimentação um pouco abaixo de 10V e a filtragem é confiada a C3.

 

Realização prática

Figura 2 - Traçado do circuito impresso

 

Figura 3 - Implantação dos componentes

 

A montagem é realizada num pequeno circuito impresso que se poderá modificar em função do ambiente onde tiver de ser montado.

Foram previstas duas caixas de junção, uma para alimentação e a outra para a lâmpada; é mais fácil de utilizar do que com um ponto comum onde é preciso, normalmente introduzir dois fios.

O triac é instalado na periferia da placa, o que lhe permitirá adaptar um dissipador em caso de necessidade. O circuito integrado é instalado num suporte, mas poderá também ser soldado. É aconselhável montar C1 e D1 antes dos potenciómetros P1 e R2.

Não esquecer que a montagem é ligada à rede, pelo que se devem regular os potenciómetros utilizando uma chave de parafusos isolada.

É também aconselhável instalá-la numa caixa isolante.

O sensor poderá ser um fototransistor (colector ao + da alimentação) ou uma fotoresistência; se o componente for muito sensível, deverá tapar-se uma parte da sua superfície com uma tinta opaca.

De evitar também apontar o sensor para a lâmpada comandada, a menos que se pretenda transformar o circuito em oscilador.

 

Lista de material

Resistências 1/4W ±5%

 

Condensadores

 

Semicondutores

 

Diversos

Página Inicial