Descalcificador electrónico

 

Há alguns anos que são comercializados dispositivos descalcificadores, ou anti calcários, electrónicos. Contrariamente a uma ideia de que tais aparelhos constituem puro charlatanismo, o seu princípio de funcionamento baseia-se numa descoberta realizada por uma universidade belga, e a sua eficácia é bem real.

Sem entrar em pormenores teóricos relativamente a esta descoberta, pode-se resumi-la, simplesmente, do modo seguinte: se se submeterem cristais de calcário, em suspensão na água, a um campo magnético, mesmo de amplitude relativamente fraca, produz-se uma modificação da sua estrutura que faz com que eles não tenham tendência a se depositarem ou a se aglomerarem, para originarem os problemas que se conhecem.

O dispositivo descalcificador electrónico, contrariamente aos amaciadores e a outros aparelhos análogos, não elimina o calcário da água; ele contenta-se em modificar a sua estrutura para o impedir de se depositar, o que é, de facto, a finalidade pretendida.

 

Esquema

Figura 1 - Esquema do descalcificador.

 

Como o aparelho deve ser de bi-frequência e mudar de frequência a uma cadência regular, recorreu-se a uma solução simples e comprovada.

É montado um primeiro 555 como oscilador astável que trabalha a 10KHz quando T1 está bloqueado. Quando T1 está saturado, C1 e C2 ficam em paralelo e o circuito só oscila a 5KHz.

T1 é comandado por um segundo 555 montado também como astável, mas a uma frequência muito baixa, da ordem de 1 Hz. A comutação de frequência é assim assegurada ao ritmo que foi considerado como sendo o melhor.

Esta parte da montagem é alimentada com uma tensão estabilizada de 12V, por intermédio de um estabilizador integrado, clássico, de três terminais.

Como uma tal amplitude de sinais de saída não parece ser suficiente para algumas aplicações, o transformador, que é um modelo clássico de 2 vezes 15 V, com ponto médio, é seguido por dois rectificadores de meia onda.

O primeiro alimenta o regulador enquanto que o segundo, que dispõe de toda a tensão do secundário, ou seja, de cerca de 30 V eficazes, alimenta o transístor de saída T2.

Tendo em conta as características do transformador e o fraco consumo deste andar de saída, dispõe-se no colector de T2, de sinais de mais de 40V de pico a pico.

 

Montagem

 

Figura 2 - Traçado do circuito impresso.

 

Figura 3 - Implantação dos componentes.

 

Utilizando o traçado do circuito impresso representado na figura 2, não apresenta nenhuma dificuldade. O funcionamento é imediato e pode ser controlado com um osciloscópio ligado na saída.

A instalação da montagem deve fazer-se sobre a canalização de chegada da água do local a proteger, quaisquer que sejam o diâmetro e o material.

O ponto S1 é para ligar à extremidade de um fio flexível isolado, do qual se enrolará uma dezena de espiras sobre a conduta. A outra extremidade do fio ficará livre de qualquer ligação mas será isolada em relação à conduta.

Procede-se do mesmo modo relativamente ao ponto S2.

As bobines assim realizadas ficarão afastadas cerca de 10cm sobre a conduta, podendo aproveitar-se esta distância para colocar a caixa entre ambas.

Este dispositivo gera sinais análogos aos fornecidos por dispositivos idênticos comercializados, e é, pelo menos, tão eficaz como eles.

 

Lista de material

Resistências 1/4W ±5%

Condensadores

Semicondutores

Diversos

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